Os PCBs são compostos conhecidos por sua toxicidade e sua persistência em sistemas biológicos, sendo de difícil metabolismo e alta estabilidade. Sua acumulação em organismos adultos já é um evento preocupante, mas quando um indivíduo é exposto em uma fase de desenvolvimento tão importante e delicada como a embrionária e fetal( pré-natal), os danos ganham dimensões mais amplas, mesmo quando em quantidades não tão perigosas para organismos adultos. Os efeitos , no entanto, não devem ser considerados como iguais para todas as misturas de PCBs, devido à grande variedade de congêneres, mas os efeitos desses congêneres são semelhantes e , em muitos aspectos, podem ser generalizados.
Por serem compostos de grande caráter lipofílico, as bifenilas policloradas são compostos que tendem a se acumular no fígado, tecido adiposo e também no leite materno. Assim, a contaminação de uma gestante pode não só passar ao filho pela placente, como no período pós-natal, por meio da amamentação.
A exposição a PCBs pode gerar disfunções em hormônios da tireoide, que regulam processos biológicos básicos, como diferenciação, migração, proliferação de neurônios e sinaptogênese, assim como diferenciação de células da glia, que são eventos importantíssimos para o desenvolvimento saudável do sistema nervoso do feto. Desse modo, há efeitos bastante graves no fetos afetados, tais como: alterações relacionadas à plasticidade dendrítica, quocientes de inteligência baixos, dificuldade de aprendizado e memória, dificuldades psicomotoras, déficits de atenção.
Além de afetar a ação de hormônios da tireoide, os PCBs afetam hormônios gonadais. Esses hormônios são responsáveis pelos dismorfismos entre os sexos feminino e masculino,sendo esses dismorfismos estendidos também ao desenvolvimento cerebral e, por conseguinte, comportamental. Há evidências de que a exposição pré-natal em fetos possa gerar comportamentos menos típicos do sexo masculino em garotos, embora não haja evidências fortes de inversão de comportamento ligados ao sexo em garotas.
Fontes:
ehp.niehs.nih.gov/wp-content/uploads/122/3/ehp.1306533.pdf
http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0091903
Fontes:
ehp.niehs.nih.gov/wp-content/uploads/122/3/ehp.1306533.pdf
http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0091903
Devemos ter extremo cuidado com as substâncias lipofílicas, pois elas, uma vez absorvidas pelo corpo, por qualquer que seja a via, tendem a se acumular, e não costumam ser totalmente, nem parcialmente secretadas pela urina ou fezes, pois apenas os compostos hidrossolúveis podem sair do corpo através dos resíduos do corpo. Dessa forma, uma bifenila-policlorada causa prejuízos cada vez maiores. Pode alterar o processo de desenvolvimento em fetos, como disse o texto, e alterar várias funções significativas, pois altera o funcionamento principalmente dos centros produtores de hormônios, que regularizam quase que a totalidade dos processos metabólicos do corpo, desde o crescimento até o desenvolvimento das características sexuais secundárias. Infelizmente, o nível de informação de muitas pessoas quanto ao assunto impede que algumas medidas mais efetivas sejam tomadas e que a retirada total de PCBs do mercado se acelere.
ResponderExcluirA postagem mostra com clareza as consequências da contaminação por PCBs, afetando o sistema endócrino. Em virtude disso, é importante destacar a necessidade de detectar a presença dos pcbs no ambiente e realizar a sua descontaminação. No entanto, há uma grande dificuldade de se fazer isso, como foi dito na postagem, por causa da persistência (estabilidade) desses compostos. Mas a dificuldade não se resume apenas a essa estabilidade: existe um método de remoção dos PCBs do meio ambiente através de uma retirada mecânica (escavação) seguida de uma incineração, objetivando oxidar os PCBs; porém essa técnica apresenta o perigo de gerar compostos secundários altamente tóxicos - policlorodibenzofurano e policlorodibenzodioxinas - por meio de uma combustão incompleta dos PCBs. Portanto, tendo em mente a dificuldade de eliminar os PCBs do ambiente, deve-se investir em outras técnicas para realizar a retirada desses compostos. Uma sugestão para as próximas postagens seria de explorar técnicas como o uso de fungos e bactérias na degradação de PCBs como forma viável de eliminação dessas substâncias do ambiente.
ResponderExcluirOs PBBs por serem bioacumulativos e lipossolúveis ficam geralmente armazenados no fígado, nos rins e no tecido adiposo dos animais contaminados. Esse argumento é um dos mais usados entre cientistas para que o médico não recomende dieta à base desse órgãos para seus pacientes, visto que além de PCBs outras substâncias tóxicas e bioacumulativas podem estar presente nesses alimentos. Entretanto, eu acredito que se o ser humano puder exercer um controle de qualidade procurando eliminar essas substâncias do meio ambiente através das técnicas apontadas pelo Marcelo não seria necessário abominar esses tipos de alimentos, visto que são bastante nutritivos e uma ótima forma de aproveitar ao máximo o que nos estar disponível como alimento.
ResponderExcluirExemplo de substâncias que também são armazenadas por serem lipofílicas são as vitaminas lipossolúveis, que por isso não precisam ser ingeridas diariamente. Porém, ao contrário dos PCBs, as vitaminas são benéficas. Os PCBs, por serem armazenados junto aos lipídeos, realmente são muito perigoso, pois os lipídeos são importantes na constituição das membranas celulares e no revestimento de fibras nervosas, e acumulação de substâncias tóxicas nessas regiões não é bom.
ResponderExcluirO fato de ser repassado ao bebê pela amamentação é especialmente preocupante. Assim como a talidomida que causava anomalias aos fetos quando usada por mulheres grávidas, e por isso seu uso foi bastante restrito (ainda é usado em alguns tratamentos), os PCBs também devem ter a devida atenção quando à sua eliminação e formas de descontaminação já citadas.
Estudos realizados com crianças de 8 a 16 anos, nascidas de mães que consumiram óleo contaminado por PCBs, mostram efeitos como declínio da função do sistema imunológico que resultou no aumento das doenças infecciosas. Estas crianças mostraram alta freqüência de bronquite, gripe nos seis primeiros meses e infecções no ouvido e trato respiratório até os 6 anos. O triste é saber que é praticamente impossível escapar aos PCBs, pois estamos expostos a através do ar, dos alimentos e da água. Mesmo tendo reduzido sua produção quase que mundialmente a partir da década de 70, os PCBs ainda estão bastante dispersos no meio ambiente, e são encontrados nos tecidos dos homens. Os PCBs persistem no meio ambiente e se acumulam, ao longo da cadeia alimentar. Ou seja, a ameaça imposta pelos PCBs pode futuramente se tornar ainda maior. Isso porque até agora, segundo dados obtidos no site do Green Peace, apenas um terço do total de PCBs fabricado já foi liberado no meio ambiente. O restante se encontra armazenado
ResponderExcluirem equipamentos elétricos antigos ou em depósitos de lixo. Logo, percebe-se que os PCBs continuarão a ameaçar a espécie humana durante as próximas gerações, sendo "transmitidos" inclusive, através do leite e do cordão umbilical, como informa a postagem.
É preocupante saber que o funcionamento inteiro do organismo de uma pessoa pode ser afetado por uma contaminação por PCBs enquanto feto. Como tais modificações são irreversíveis, é muito importante que os moradores de áreas onde já se foram utilizados PCBs saibam das consequências dessa exposição. Além de medidas para impedir a produção e importação dessas substâncias, é preciso que se invista em formas de degradar e eliminá-las. Uma alternativa mais segura seria o uso de fungos e bactérias, como citada pelo Marcelo, mas esse assunto merece uma postagem para que possa ser discutida a melhor forma de acabar de vez com compostos tão nocivos a saúde do homem e dos animais que se expõem a eles.
ResponderExcluirÉ interessante notar também que devido ao caráter lipofílico dos pcb's, eles podem atravessar a bairreira hemoencefalica, provocando doenças no sistema nervoso central. Certamente todo cuidado é pouco quando se considera a exposição de fetos à compostos tóxicos em geral, inclusive, pcb's.
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